Poesias Roubadas


'Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!'

Clarice L.

Disfarcei, disfarcei e fugi!



Escrito por M. Esteves às 17:28
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'Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.'

Clarice L.

E eu me rendo!



Escrito por M. Esteves às 17:24
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'Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.'

Clarice L.



Escrito por M. Esteves às 17:22
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'Você, por toda eternidade e mais um dia...'



Escrito por M. Esteves às 11:02
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Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“ Paralelos que se encontram no infinito...”.
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.

Dois - Errante

P. Neruda



Escrito por M. Esteves às 21:26
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''a vida só é possível reinventada''

;)



Escrito por M. Esteves às 21:44
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Fernando Pessoa

Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar

quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da

civilização e o alargamento da consciência da humanidade



Escrito por M. Esteves às 11:02
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Porto Alegre, 27 de maio 2008.

Posto em meus olhos o fogo

Ardem sem perdão

Afago desesperado pelo afeto do seu peito

 



Escrito por M. Esteves às 10:29
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Mau...

 

Já não sei dizer se ainda sei sentir.
O meu coração já não me pertence.
Já não quer mais me obedecer.
Parece agora estar tão cansado quanto eu.

Até pensei que era mais por não saber.
Que ainda sou capaz de acreditar.
Me sinto tão só.
E dizem que a solidão até que me cai bem

by R. R.



Escrito por M. Esteves às 08:02
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Daniel na cova dos Leões

Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo e então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.

Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E sei que tua correnteza não tem direção.

Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque nao vemos

By R. R.

 



Escrito por M. Esteves às 08:00
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Gosto do Azedo

 

Sou a ponta da agulha
Tanto bato até que você fura
É a minha a sua captura
Sou dupla persona
Seu estado de coma
Sou o caos, sou a zona
Seu nocaute na lona

by R.L.

 



Escrito por M. Esteves às 09:07
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*********  Simples como a NEVE!!!!!! ***********

         by M.E.



Escrito por M. Esteves às 11:22
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Procura da Poesia

 

(...)Não dramatizes, não invoques,
não indagues.  Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo impestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície inata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros.  Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema.  Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas da melodia e conceito
elas se refugiam na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

by Carlos Drummond de Andrade



Escrito por M. Esteves às 13:26
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Circo Vicioso

"O Circo Vicioso".
A sorrir-chorar, no palco semi-lunar,dançam e pulam freneticamente, homens tristes de faces ridentes.
Sensíveis seres que revelam a rídicula sanha da cruel platéia.
Quanto mais se humilham,quanto mais apanham, quanto mais se atrapalham e se envergonham, mais os apupam a ensandecida turba.
E, entre gargalhadas, vaias, aplausos, não percebem que os palhaços são seus próprios reflexos e o picadeiro um espelho a refletir o cotidiano da vida de cada um.

by  Tomás Antonio Gonzaga

 



Escrito por M. Esteves às 14:47
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"Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer (Acho que te criei no interior da minha mente)."



Escrito por M. Esteves às 15:57
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